segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

No Espaço Aberto

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Priante considera recomposição praticamente descartada

“É mais fácil um torcedor do Remo passar a torcer pelo Paysandu e ser aceito pela torcida bicolor do que o PMDB se aliar ao governo Ana Júlia para a eleição do próximo ano”.

Foi assim que o presidente municipal do PMDB de Belém, José Priante (na foto), respondeu ao blog quando lhe foi indagado sobre a possibilidade de ser mantida a aliança entre os peemedebistas e o governo – se é que vocês consideram que essa aliança ainda exista.

Priante foi claro.

Na sua avaliação, inexistem hoje condições objetivas mínimas para que o PMDB desista de lançar uma candidatura própria ao governo do Estado, no pleito deste ano. A questão central, e portanto impeditiva para uma recomposição entre Jáder e Ana Júlia, está na falta de confiabilidade, para o PMDB, dos petistas que cercam a governadora.

O presidente do PMDB situa objetivamente no grupo que cerca a governadora o foco das dissensões que se mostram como obstáculos praticamente intransponíveis para um entendimento entre o governo e os peemedebistas. Ana Júlia, segundo Priante, não conseguiu se desgarrar de sua tendência, a DS (Democracia Socialista). “E tanto é assim que a DS é motivo de divergências internas no próprio PT”, ressalta Priante.
Ele considera relativas, ineficazes as mudanças que serão operadas a partir de 1º de março especificamente no que se refere à possibilidade de uma recomposição entre o PMDB e o governo.

Priante diz que conhece bem Everaldo Martins Filho, que assumirá a Casa Civil a partir de 1º de março, mas vê poucas condições de que ele possa aparar arestas, reduzir tensões e estabelecer um ambiente propício para a recomposição entre o PMDB e o governo.

“Eu conheço o Everaldinho. Tenho relações de amizade com ele. A mesma coisa, com o deputado federal Paulo Rocha, com quem sempre tivemos um bom relacionamento político. Mas nem tudo depende deles”, resume Priante.
Ele considera que o sentimento de que o governo não é confiável e a expectativa de que o PMDB deve lançar uma candidatura própria se dissemina em todos os segmentos do partido, das bases até a cúpula.

Ex-deputado e ex-candidato a prefeito de Belém na eleição de 1988, quando perdeu para Duciomar Costa no segundo turno, Priante não esconde suas pretensões em relação ao pleito deste ano. “Se depender da minha preferência, serei candidato ao governo do Estado, observadas, é claro, algumas condições que discutiremos mais à frente. Mas se isso não for possível, disputarei uma vaga à Câmara dos Deputados”, diz o presidente do PMDB de Belém.



Comentário meu:

Com a maestria do Paulo Bemerguy, o sentimento que enche os corações peemedebistas.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Estratégia




O PMDB deve esquecer o PT.

Deixemos eles pra lá usando a sua máquina!

O que devemos nos preocupar é em lançar candidatura própria para o governo e chegar ao segundo turno. Seja com Jader ou seja com Priante.

Com quem os senhores acham, que o PSDB vai se aliar em um segundo turno: PT X PMDB

Com o PT?

Construindo a ponte para o PMDB passar!!!




Extra, Extra! Jader e PT reúnem na terça para “acertar ponteiros” no PA

Será uma semana de muito tititi na política paraense.

Na próxima terça-feira (23), PT e PMDB sentarão para mais uma rodada de negociações, em torno da reeleição da governadora Ana Júlia Carepa.

O encontro acontecerá às 19 horas, em Brasília.

Estarão presentes o morubixaba peemedebista, Jader Barbalho, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e os presidentes nacional e regional do PT, José Eduardo Dutra e João Batista.

Segundo uma fonte petista, a intenção é que os dois partidos acertem os ponteiros já nesse encontro.

Depois, será marcado um tête-à-tête entre Jader e Ana Júlia, “para bater o martelo”.


II

O PT corre contra o tempo para recompor a relação do Governo com o PMDB, seu principal aliado nas eleições de 2006.

Os petistas trabalham até com um prazo fatal para o fechamento da aliança: o final deste mês.

Para viabilizar essa recomposição, os petistas mexeram no núcleo do governo, antes monopolizado pela Democracia Socialista (DS), a minúscula tendência da governadora Ana Júlia Carepa (leia a postagem “Aliança: PMDB é o alvo das mexidas no núcleo do governo”

Mas o problema é saber se ainda há condições de salvar o casamento mais problemático da política paraense.


III

Na tarde de ontem, a Perereca conversou com uma fonte muito próxima a Jader.

Perguntei-lhe como o cacique peemedebista viu a mexida no núcleo do governo estadual.

A resposta da fonte: “Ele (Jader) acha que é um problema interno do PT. É uma queda de braço entre aqueles que controlam o partido e aqueles que controlam o governo. Mas, continua havendo resistência do grupo que controla o governo. Mas, tudo isso é indiferente. Não facilita o diálogo com o PMDB, porque o problema é de confiabilidade. E não é uma simples troca, a mudança de uma pessoa (do chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, da DS, por Everaldo Martins, da tendência Unidade na Luta) que vai alterar essa relação. São gestos muito concretos que podem mudar a visão do PMDB”.

E acrescentou: “Já estamos organizando as nossas tropas para a guerra. No momento oportuno, vamos dizer contra quem vamos fazer a guerra”.

Disse que Jader não está fechado nem com o PT, nem com o PSDB, mas, “com o PMDB”.

Por isso, não descarta a possibilidade de ele ser candidato ao Governo do Estado.

“O que é que pode impedir o Jader de ser candidato ao Governo?” - perguntou a fonte – “Em três pesquisas, ele está na frente disparado e tem a menor rejeição. As intenções de voto dele, em Belém, são mais que o dobro do segundo colocado. Ele tem, também, dois terços da Região Metropolitana e dois terços do Nordeste do Pará. Mas, é claro, há o quadro nacional: o PMDB não tem candidato à Presidência da República; só quem tem é o PT e o PSDB. Agora, que estamos estruturados, ninguém duvide. E ninguém duvide de que participaremos, decisivamente, do futuro do estado”.

Quanto a um eventual risco de prisão, caso se candidate – e perca – a eleição para um cargo majoritário, a fonte respondeu: “O Jader será candidato à majoritária, decididamente – senador ou governador. Quanto à questão do mandato, qualquer um pode ficar sem mandato. E veja: o Arruda (governador do Distrito Federal, preso devido ao escândalo do mensalão do DEM) tem mandato. E você sabe muito bem onde ele está”.

Segundo ele, a decisão acerca do futuro político de Jader (se candidato ao Governo ou ao Senado) “será tomada de forma amadurecida. Não pode ser como a de Almir, na base da vaidade. É a luta pelo poder que move os partidos – nada mais”.

Lembrou que Jader tem em torno de 50% das intenções de voto para o Senado e, quando se trata do segundo voto (serão duas cadeiras ao Senado em disputa) ele ultrapassa os 60%.
De acordo com a fonte, a decisão de Jader levará em conta “o conjunto do partido, no Pará e no Brasil”.

Disse, também, que o PMDB já está com “chapa completa”, para os candidatos a deputado estadual, e possui, também, “uma bela chapa”, para a Câmara dos Deputados.

Malina que só ela, a fonte também falou sobre o passatempo de Jader no último feriadão: “Ele passou o Carnaval montando o mapa do estado, nas cores verde, amarela e vermelha...”

A fonte esquivou-se de estabelecer a margem de possibilidade de uma aliança com o PT. Mas, observou: “Também não temos por que nos desencantar com o PT e esquecer os doze anos de governos tucanos. Achar que esquecemos aqueles doze anos... Nós nos recusamos a passar um atestado de amnésia”.

Lembrou que Jader “não faz política com o fígado” e que, por isso, conversa com todos os partidos, sem restrições pessoais a quem quer que seja. Sempre politicamente e sem que haja nisso algum conteúdo emocional.

Enfatizou, ainda, que, aos 65 anos, Jader já ocupou praticamente todos os cargos públicos almejados por um político, à exceção, apenas, da Presidência da República.

E observou: “Ele (Jader) não é nenhum iniciante. Mas tem a obrigação de conduzir o PMDB da melhor maneira”.

Perguntei-lhe se não é, afinal, uma boa proposta, aquela apresentada ao PMDB pelo PT: uma vaga ao Senado, a Vice-Governadoria e mais 30% do Governo, com a Secretaria de Transportes (Setran), também com grande capilaridade, para substituir a Secretaria de Saúde (Sespa).

A resposta da fonte: “O problema é de confiabilidade, puramente. Hoje, é uma coisa, mas, daqui a 90 dias, revogam tudo. Então, vamos nos queixar ao Dom Taveira? O que esse grupo de imaturos (os integrantes da DS) destruiu foi isso. Política se faz com confiança”.

Por isso, diz a fonte sobre o troca-troca na Casa Civil: “Quando se trata com um grupo de adolescentes, fica complicado. Assim, isso (a mexida na Casa Civil, com a ascensão de Everaldo Martins) não muda nada”.

Sobre Cláudio Puty, ironiza: “O Jader só vai dar valor ao Puty depois das eleições. O que sabemos é que ele nunca disputou nem grêmio estudantil. Não o conhecíamos, nunca ouvimos falar nele. E ficar vendo problemas, para quem enfrentou o ACM (Antonio Carlos Magalhães)!... Pelo amor de Deus!... O Jader não dá nem confiança”.

Sobre a possibilidade de Helder Barbalho vir a ser o vice de Ana, diz a fonte: “Quem disse que seria o Helder o vice? Quanto vale o Odair Corrêa?”

Segundo a fonte, Jader não está preocupado nem mesmo com a eventual candidatura ao Senado, “até porque, nas condições em que se encontra (nas pesquisas), ele ganha até como livre atirador”.

O que preocupa o cacique peemedebista é “a segurança para o conjunto”.

Ou, como diria Jader, segundo a fonte: “Como vai ser esse palanque, o tratamento ao partido? E depois de confirmada a permanência por mais quatro anos? E quem garante o comportamento desses adolescentes?”

A fonte diz que o PMDB confia “no próprio taco” e que espera que, até o final de março, o quadro de alianças esteja definido.

Repisa que as sondagens do PMDB que apontam Jader na cabeça foram feitas “para consumo interno e pelo melhor grupo de pesquisas do país”.

Daí que, no momento, a posição de Jader é “armar o exército e ver o que é mais conveniente ao PMDB”.

E observa, acerca da responsabilidade que pesa sobre os ombros do cacique peemedebista: “Imagine ele, Jader, no palanque, com a vaga já garantida para o Senado, mas, assistindo os companheiros sendo triturados! Ele tem a obrigação de tomar conta de seu grupo e de protegê-lo”.

Lembra que Almir “pagou um preço altíssimo pela derrota, pela vaidade”. Mas, que há uma coisa que Jader também não aceitará: “Ele (Jader) não vai aceitar ficar na política, assistindo renovar um governo onde um grupo vai triturar os companheiros”.

Por isso, o PMDB terá de analisar “as garantias” dadas pelo PT.
E o importante é não ficar “num estado de perplexidade”.

E salienta: “Sabemos a realidade do estado inteiro, quem é quem de cada lado. O importante é isto: estar armado. Porque não dá para ir se organizar depois”.

Acentua que o silêncio de Jader não significa imobilidade. E até comenta: “O Jader é um perigo quando está em silêncio”.

Negou que Jader esteja “agastado” com o PT.

Mas, com ironia, reconheceu um sentimento bem pior: “Ele reconhece que tem um sentimento que não é de ódio, mas, de indiferença. Até nos relacionamentos pessoais, essa sempre foi a grande defesa dele (Jader). Ele não sente ódio, mas, também não sente falta. E não tem culpa de ser assim. Ele luta com entusiasmo, mas, não perde uma noite de sono”.

A fonte lembra que Jader respeita seus adversários e que essa, talvez, seja a sua última eleição.

Se for ao Senado, terminará o mandato aos 73 anos e estará “mais do que na hora de parar”.

O morubixaba – o maior da política paraense, nos últimos quarenta anos – teria até comentado, acerca do incontornável tempo: “Não pretendo ficar fazendo visagem”.

Sobre a possibilidade aventada nos bastidores tucanos – e divulgada na Perereca – de que o ex-governador Almir Gabriel estaria articulando uma chapa, com o apoio do PMDB, com o ex-senador Luiz Otávio Campos para o governo, diz a fonte:

Imagine o Almir organizando, com o PMDB, a candidatura do Pepeca (Luiz Otávio) como grande expressão eleitoral!... Isso não é de uma extravagância?... A gente vê cada especulação, que até se pega rindo sozinho... A gente não sabe como está o Almir, inclusive, psicologicamente...

E sobre a rejeição de Ana Júlia, que, de acordo com as pesquisas do PMDB, estaria altíssima, em mais de 60%, a fonte diz que não sabe se será possível reverter.

Mas, observa: “Política é como nuvem. E a pesquisa olha apenas o momento”.


No Pererca da Vizinha

Cassado, ops Kassab

Justiça Eleitoral cassa mandato de Kassab
Condenação por captação ilícita na campanha inclui a vice. Ambos seguem no cargo enquanto recorrem

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e a vice, Alda Marco Antonio (PMDB), tiveram o mandato cassado pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloísio Sérgio Resende Silveira, por recebimento de doações consideradas ilegais na campanha de 2008. A decisão, em primeira instância, torna Kassab o primeiro prefeito da capital cassado no exercício do mandato desde a redemocratização, em 1985. Como o recurso tem efeito suspensivo imediato, os dois podem recorrer da sentença sem ter de deixar os cargos.

Roberto Fonseca, Fabio Leite e Eduardo Reina - Jornal da Tarde


Comentário:

Kassado, ops, Kassab é o segundo prefeito de capital cassado pela justiça eleitoral, o primeiro foi por aqui mesmo, o senhor Duciomar Costa em dezebro de 2009, pelo juiz Sérgio Lima.

Aguardamos as cenas dos próximos capítulos junto ao TRE do Pará.
Alias o Ubiratam não vai liberar esse seu parecer não?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Campo de concentração Americano

1942 - Segunda Guerra Mundial: nos Estados Unidos da América, o presidente Franklin Delano Roosevelt decreta a transferência de cidadãos nipo-americanos para campos de concentração.

Nos Estados Unidos, também durante a Segunda Guerra Mundial, campos de concentração alojaram cerca de 120.000 pessoas, a maioria delas de etnia japonesa,[2] embora de cidadania estadounidense.[3]

Crystal City, no Texas notabilizou-se por abrigar um desses campos e para lá foram deportados não apenas cidadãos japoneses como também alemães. O governo dos EUA tirou proveito da situação, trocando os prisioneiros alemães por prisioneiros judeus estadunidenses que se encontravam em campos de concentração europeus.

Os campos eram situados em locais remotos do interior do país e foram projetados especialmente para este fim, entre 1942 e 1948. As pessoas foram retiradas à força de suas casas, quase sempre situadas na costa oeste, e enviadas para instalações de segurança máxima. Os campos eram cercados com arame farpado e vigiados por guardas armados. Aqueles que tentavam fugir eram abatidos.

O confinamento de japoneses étnicos foi principalmente uma resposta ao ataque a Pearl Harbor. Durante a guerra, os organismos de defesa dos Direitos Humanos contestaram o direito do governo de aprisionar pessoas por razões étnicas e apelaram à Suprema Corte dos Estados Unidos, porém o apelo foi rechaçado.

Posteriormente, em 1951, o governo dos EUA ofereceu compensações financeiras às vítimas mas só em 1988, quando ofereceu também US$20.000 como ressarcimento às vítimas através da Public Law 100-383, houve uma retratação pública e o governo norte-americano admitiu que a concentração de prisioneiros deveu-se a "preconceitos raciais, à histeria bélica e à deficiência da liderança política". A ordem de concentração partira do presidente Franklin Delano Roosevelt, através do decreto 9066, que autorizava ao chefes das guarnições militares a designar "áreas de exclusão". A "área de exclusão militar número um", que correspondia a toda a costa do Pacífico, foi declarada fora dos limites para qualquer pessoa de ascendência japonesa[4].

Do wikipedia.org

Para o Pará, quanto vale a VALE?

No blog do VIC

Na Mão...

19/2/2010
No dia que um governador colocar na cabeça que a Vale não vale nada sem o Pará, o paraense vai ganhar muito com isso.

O que falta é coragem.

Cada um que senta naquela cadeira, abre as pernas pra esse Roger, o presidente todo poderoso da companhia.

Quando não abre as pernas, acaba indo trabalhar pra ele.

Basta um aperto.

Um só !

O difícil é achar esse um que faça isso...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Os bons companheiros



Arruda e Lula construíram uma história juntos, nestes últimos anos. Nenhuma formalidade. Muita intimidade. Bons companheiros. Existem amizades que estão acima da política. Parece que aí está uma. Lula, no primeiro momento, defendeu o amigo Arruda. Depois, contrariado, teve que se render às evidências. Evidências, não. Provas.

Do Coturno Noturno

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Galileu Galilei, 15 de fevereiro de 1564




Galileu era cristão fervoroso, mas tinha um temperamento conflituoso e viveu numa época atribulada na qual a Igreja Católica endurecia a sua vigilância sobre a doutrina para fazer frente às derrotas que sofria pela Reforma Protestante. O Papa sentiu que a aceitação do modelo heliocêntrico como ferramenta matemática tinha sido ultrapassada e convocou Galileu a Roma para ser julgado, apesar de este se encontrar bastante doente. Após um julgamento longo e atribulado foi condenado a abjurar publicamente as suas idéias e à prisão por tempo indefinido. Os livros de Galileu foram incluídos no Index, censurados e proibidos, mas foram publicados nos Países Baixos, onde o protestantismo tinha já substituído o catolicismo, o que havia tornado a região livre da censura do Santo Ofício. Galileu havia escolhido precisamente a Holanda para executar uma experiência com o telescópio que anteriormente construíra. Reza a lenda que, ao sair do tribunal após sua condenação, disse uma frase célebre: "Eppur si muove!", ou seja, "contudo, ela se move", referindo-se à Terra. Galileu consegue comutar a pena de prisão a confinamento, primeiro no palácio do embaixador do Grão-duque da Toscana em Roma, depois na casa do arcebispo Piccolomini em Siena e mais tarde na sua própria casa de campo em Arcetri.


Túmulo de Galileu na basílica de Santa Croce em Florença.Em 1638, quando já estava completamente cego, publicou Discorsi e Dimostrazioni Matematiche Intorno a Due Nuove Scienze em Leiden, na Holanda, a sua obra mais importante. Nela discute as leis do movimento e a estrutura da matéria.

Há muitos equívocos quanto à morte de Galileu, pois não foi ele o cientista queimado vivo por sua concepção astronómica, mas Giordano Bruno (1548-1600) que havia sido condenado à morte por heresia nos tribunais da Inquisição ao defender idéias semelhantes. Galileo Galilei, na verdade, morre em Arcetri rodeado pela sua filha Maria Celeste e os seus discípulos, de forma piedosa e de fé exemplar. Foi enterrado na Basílica de Santa Cruz em Florença, onde também estão Machiavelli e Michelangelo, o que prova que a primeira condenação não poderia ter sido a de culpa de heresia mas a de somente "heresia formal".

No decorrer dos séculos, a Igreja Católica reviu as suas posições no confronto com Galileu. Em 1846, são removidas todas as obras que apoiam o sistema coperniciano da versão revista do Index Librorum Prohibitorum. Em 1992, mais de três séculos passados da sua condenação, é iniciada a revisão do seu processo que decide pela sua absolvição em 1999. Contudo a revisão da condenação não tem nada a ver com o sistema heliocêntrico porque esse nunca foi objecto dos processos.


Galileu Galilei (em italiano: Galileo Galilei) (Pisa, 15 de fevereiro de 1564 — Florença, 8 de janeiro de 1642) foi um físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano que teve um papel preponderante na chamada revolução científica.

Do http://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu_Galilei

Camisa de força

deu no Globo

Camisa de força (Editorial)

Na redemocratização, cujo marco legal é a Constituição de 1988, foi instituído o Sistema Único de Saúde (SUS). Não por acaso.

No clima de liberalização política e desconcentração de poder, seria consequência natural rever gastos públicos, democratizá-los. A universalização do atendimento médico era, e é, objetivo meritório. Não se contesta a necessidade de ele ser alcançado.

O surgimento do SUS foi saudado como grande avanço, com razão.

Os problemas começariam a surgir depois — aliás, como vários outros decorrentes de dispositivos da Carta cujo resultado foi o aumento dos gastos públicos.

Com o fim da superinflação, em 1994, por meio do Plano Real, o Estado deixou de se financiar pela desvalorização da moeda — bastava retardar despesas —, e passou a ser obrigado a melhorar a qualidade de sua administração.

No SUS, entre outros segmentos da máquina pública, dá-se de maneira nítida o choque entre os que reivindicam mais verbas e aqueles defensores de mudanças destinadas a melhorar a qualidade dos gastos.

A Saúde serviu de motivo para a criação da CPMF, a qual, com o tempo, foi desvirtuada e passou a financiar tudo, até ambulatórios e hospitais públicos. Os desvios ficaram tão evidentes que o Senado revogou o tributo em dezembro de 2007.

O governo assumiu o discurso terrorista de que o sistema de atendimento iria entrar em falência.

Balela. Em poucos meses, os cerca de R$ 30 bilhões perdidos com o fim da CPMF foram repostos por uma arrecadação impulsionada pela aceleração do crescimento econômico.

E as deficiências do SUS continuam as mesmas, assim como o choque entre os que reivindicam mais dinheiro e os defensores de melhorias de gestão.

Estes têm forte argumento a favor de sua tese: onde hospitais públicos passaram a ser administrados por Organizações Sociais (OS), como em São Paulo, a eficiência administrativa tem sido positiva para pacientes e contribuintes. Estudo feito por Jerry La Forgia (Banco Mundial) e Bernard Couttolenc (USP), em 2008, chegou a vários índices comparativos irrefutáveis.

Exemplo: a despesa média por alta de paciente em hospitais paulistas administrados por OS custa US$ 2.892; nos estabelecimentos públicos, US$ 4.272.

O grande obstáculo a que hospitais federais possam ser administrados sem a camisa de força das leis da burocracia pública são as corporações sindicais aliadas ao governo. É uma pena.

No blog do Ricardo Noblat

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O nó do Bacana

No Bacana:

O nó
Os deputados estão entre a cruz e a espada com esse negócio de empréstimo do Governo.
Se derem a autorização, ajudam o desenvolver o Estado - afinal são 360 milhões, um cheque em branco já aprovado, dinheiro que entra rapidamente nos cofres públicos.
Mas também ajudam o Governo a se cacifar para as próximas eleições, valorizando Ana.
E é esse o nó a ser desfeito.
Ou não.
Quem tem pretensões políticas de concorrer com Ana não quer ela com essa grana toda.



Comentário meu:

Desenvolver o Estado, como?

Já foram aprovados mais de R$ 1,5 bilhões e cadê o desenvolvimento?

Em verdade o Estado ficaria mais endividado, apesar de, contabilmente ter capacidade para tal.

Se os deputados não conhecem o plano de investimento desse empréstimo imagine a população.