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domingo, 8 de maio de 2011

Estratégia Saúde da Família foi revolucionária, mas parou no tempo, avalia especialista

08/05/2011 - 16h14
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Programa Saúde da Família (PSF) criado há 15 anos pelo governo federal revolucionou o sistema de saúde no Brasil. No entanto, a estratégia, voltada para a atenção primária, não tem conseguido acompanhar as mudanças dos tempos e corre o risco de fracassar, fragmentando e precarizando o sistema de saúde como um todo. Essa é a opinião do médico generalista espanhol Juan Gérvas, que atua há mais de 40 anos na área de assistência primária e saúde pública, com estudos publicados em diferentes países.

Gérvas está no Brasil há cerca de um mês, juntamente com Mercedes Pérez, também médica de família, visitando centros de saúde de 40 cidades à convite da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC). O resultado da visita será um relatório com análises e diretrizes a ser entregue ao Ministério da Saúde.

O especialista concedeu uma entrevista à Agência Brasil sobre o tema. Abaixo, os principais trechos da conversa.

ABr: Qual a avaliação que o senhor faz do Programa Saúde da Família?
Gérvas: A estratégia de medicina de família revolucionou a atenção primária no Brasil e é um triunfo louvável. Entende-se que há vinte anos, o Brasil já havia desenvolvido essa atenção primária para pobres, mas não basta ter uma história bonita. Um sistema sanitário para pobres termina sendo um pobre sistema. Essa história tem que mudar para potencializar o sistema, senão os gastos de saúde vão chegar a níveis insuportáveis, como nos Estados Unidos, da ordem de 18%, onde não se investe em prevenção universal. No Japão, esse percentual chega a 8%, na Alemanha, entre 10% e 12%. Nos Estados Unidos vemos um sistema fragmentado com planos de saúde, convênios, empresas que têm planos privados. Isso encarece e enfraquece a saúde da população. Os norte-americanos têm mais do que o dobro de amputados por diabetes do que nos demais países desenvolvidos, casos que poderiam ser evitados se houvesse uma atenção primária forte.

ABr: O que fazer para que não ocorra essa fragmentação e precarização do sistema no Brasil?
Gérvas: Tornar o Programa Saúde da Família uma estratégia de Estado, um sistema universal. Dotá-la de meios para que possa responder, em um país moderno, às necessidades da população. E oferecê-la também às classes médias e altas. Na Europa, no Canadá ou na Nova Zelândia, onde existe um sistema único consolidado e elogiado, os médicos de família atendem as pessoas sem distinção de classe. Os mais pobres tendem a reclamar menos, têm poucos mecanismos de rejeição, são menos exigentes que a classe média. Por exemplo, as salas de espera de alguns centros que visitamos são de um país terceiro-mundista, num país que é a oitava potência mundial. E ninguém reclama. Então o momento é agora. Ou o Brasil opta por um sistema único primário forte como o Reino Unido e outros países ricos ou por uma atenção primária debilitada como os Estados Unidos, em que tudo fica na mão de especialistas. Os especialistas, por melhor que sejam, não conhecem o histórico do paciente como um médico generalista, e acabam sendo perigosos, no fim das contas, pois a combinação de medicamentos pode ser mortal.

ABr: Muitos médicos de saúde primária se queixam de baixos salários e do vínculo empregatício instável por não serem funcionários públicos e alegam que esses dois fatores contribuem para a alta rotatividade nos centros de saúde e a falta de médicos em áreas como pediatria e ginecologia. O que o senhor pensa sobre isso?
Gérvas: A rotatividade é muito prejudicial na assistência primária, pois o médico de família precisa conhecer bem os pacientes e a comunidade e só o tempo possibilita esse vínculo e diminui os gastos públicos. No entanto, não acredito que o problema seja necessariamente o valor do salário ou o vínculo empregatício. O que é necessário sempre são incentivos. Na Espanha, por exemplo, somos funcionários públicos, mas ainda assim existe alta rotatividade, pois muitas vezes as condições de trabalho são precárias e falta estímulo. Um incentivo pode ser, por exemplo, para que o médico permaneça no mesmo lugar. Ou seja, um médico recebe um pouco de incentivo no segundo ano trabalhando num determinado centro, um pouco mais no terceiro e assim por diante e se sai desse centro perde o incentivo. Pode ser dinheiro, pode ser bolsa acadêmica, benefícios outros.

ABr: O senhor já visitou dezenas de centros de saúde da família de oito capitais brasileiras. Que impressões tirou até o momento?
Gérvas: Os recursos humanos são excepcionais, assim como a abrangência em algumas cidades. Ao mesmo tempo, falta uma medicina moderna. Por exemplo, um paciente que está de cama, não precisaria sair de casa, como ocorre aqui, para fazer exames simples como o de sangue. Na Europa, médicos e enfermeiros levam tiras de urina e materiais descartáveis para tirar o sangue em suas maletas. Falta nos centros brasileiros um pequeno equipamento chamado debitómetro, que não custa muito e que é essencial para o controle da asma. Outro equipamento que deveria estar presente nos centros é o espirômetro, um pouco maior que um celular, que possibilita medir a capacidade do pulmão, sem que o paciente tenha que procurar um pneumologista. Ou seja, são coisas muito elementares, pouco onerosas. Não tem cabimento que um agente de saúde vá visitar seus pacientes com um celular pessoal ultramoderno, porém, um bolo de papéis com as informações de cada paciente, em vez de usar um laptop, notebook ou mesmo tablet para fazer anotações das visitas e poder enviar e receber esses dados.

ABr: O senhor acredita que exista pressão por parte de grandes grupos coorporativos de planos de saúde e laboratórios para que o sistema de atenção primária não se consolide?
Gérvas: Não acredito em teorias da conspiração. Creio que o problema é uma confiança exagerada no modelo atual, que funcionou bem por muito tempo. Mas a tecnologia mudou, a sociedade e o país precisam acompanhar essas mudanças. O perfil epidemiológico no Brasil mudou; antes os maiores problemas eram as infecções, a natalidade, as doenças contagiosas. Hoje, vemos a população morrer mais de câncer, problemas de coração, doenças mentais degenerativas. Agora é o momento de redesenhar esse modelo, aproveitando o que há de bom e oferecer uma medicina moderna, onde o médico de família seja o centro e o filtro para as outras especialidades.



Edição: Lílian Beraldo

quinta-feira, 24 de março de 2011

Operação Olho Clínico: fraudes em AIH's

A Justiça Federal do Pará autorizou, a pedido do Ministério Público Federal, a “Operação Olho Clínico”.

Com mandados expedidos pelo juiz Rubens Rollo, 40 policiais federais e 11 analistas da Controladoria Geral da União, cumpriram, ontem, 11 mandados de busca e apreensão na Secretaria de Saúde de Belém e em nove hospitais particulares.

Receberam a visita da PF os hospitais D. Luiz I, Clínica dos Acidentados, Ordem Terceira, Nossa Senhora de Nazaré, Hospital Infantil Santa Terezinha, Samaritano, Casa de Saúde Santa Clara, Hospital Serzedelo Correa e Clinica e Maternidade São Lucas.

A operação visa “coibir a ação de uma organização criminosa que vinha fraudando procedimentos hospitalares pagos com recursos repassados pelo Ministério da Saúde.”.

Pelos cálculos da CGU os prejuízos até agora contabilizados com as supostas fraudes ultrapassam os R$ 10 milhões.

A CGU detectou fortes indícios de que as Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) que os hospitais conveniados apresentavam à SESMA eram adulteradas “de forma a aumentar a quantidade de procedimentos realizados e, com isso, o montante de recursos repassados pelo MS, que acabava custeando procedimentos que não foram efetivamente executados.”.

Há fortes indícios de que se a CGU e o MPF espalharem o procedimento de fiscalização para fora da capital, encontrarão procedimento similar alhures.

No Parsifal

sábado, 15 de janeiro de 2011

Dengue

E a dengue está rondando nossa existência.

Todo cuidado é pouco... Essa batalha só se ganha se cada qual fizer sua parte.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cuidado com a Balança


Desafio para novo Ministro da Saúde é reduzir obesidade, diz Temporão



O ministro da Saúde José Gomes Temporão anunciou, nesta segunda-feira (20), que um dos maiores desafios do novo ministro será diminuir o número de óbitos por diabetes, provenientes da alta taxa de obesidade, e de câncer no país. O anúncio foi feito durante a inauguração de obras na unidade do Instituto Nacional do Câncer (Inca II), dedicada a tratamento de tumores ginecológicos, no Santo Cristo, Centro do Rio.





Temporão também falou sobre a possível escolha de Alexandre Padilha para o ministério. 'Não posso afirmar que será ele, mas é uma boa escolha. É sanitarista da USP e tem boa formação', disse o ministro.





Durante a inauguração, o ministro citou ainda uma pesquisa do Ministério da Saúde que aponta uma redução de 14% de óbitos por infarto agudo do miocárdio. Para Temporão, o mérito é da equipe do Inca, que está a frente da campanha para redução do número de fumantes no Brasil. 'Atualmente temos mais ex-fumantes do que fumante no país', afirmou o ministro.




A pesquisa também apontou que, se o país não reduzir o número de obesos, em 12 anos, a saúde dos brasileiros será tão precária quanto a dos norte-americanos com relação às mortes por diabetes.




Novas instalações - Durante inauguração desta segunda, foi anunciado a conclusão do projeto de ampliação do ambulatório para o Inca II, além da farmácia, arquivo médico, cozinha e refeitório da unidade.




O obra, que começou em fevereiro, teve um custo de R$ 6 milhões. O objetivo, segundo ele, é melhorar o atendimento aos pacientes.





Fonte: G1

sábado, 18 de dezembro de 2010

Um Paraense [de coração], Ministro da Saúde!!!




@padilhando Que especulação boa para o Nosso Estado. Lembre-se, somos o Estado que menos recebe recursos por habitante em MAC!!!

@JaderGardeline Torno a dizer q sou ministro do governo Lula até 31dez.O resto é especulação

@padilhando Ministro vamos ou não para a Saúde?




Essa foi uma recente conversa minha com o Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha pelo Twitter. Santareno, Paraense[de coração], Médico, eleitor da pérola, Padilha foi, segunda a Folha.com, convidado para ser o ministro da Saúde no governo Dilma.







Parabéms, ao ministro.

Parabéns ao Pará.

Parabéns a Presdiente eleita, pela ótima escolha.

Agora, acredito que temos condições de tirar o nosso Estado da situação crítica em que se encontra.

Precisamos de investimentos, formação profissional de médicos, enfermeiras e outros profissioanis da área de saúde.

Precisamos elevar a cobertura do programa de saúde da família e saúde bucal e implementar de verdade a atenção primária em saúde. Para isso, precisamos de estrutura.

Unidades decentes e bem equipadas, contando com o fator amazônico na hora do financiamento.

As urgencias devem ser fortalecidas, através das UPA's e SAMU.

Resgate aéreo prioritariamente para o Marajó, não esquecendo as demais regiões do Estado.

E o fortalecimento da gestão. precisamos de pessoas preparadas para conduzir os recursos públicos.

Estou Feliz. O povo do Pará vai ficar mais Feliz.


Boa sorte Ministro Padilha.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sem recursos, sem saúde!

Lula diz que novo ministro da Saúde terá que negociar recursos com Congresso

Mais uma vez palpitando no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que quem assumir o ministério da Saúde terá a tarefa de negociar com deputados e senadores a aprovação de mais recursos para a saúde. Lula afirmou que, se não houver mais dinheiro para a área, ela se tornará ingovernável.

"Independentemente de quem venha a ser o ministro da Saúde, sabe que tem a tarefa imensa para organizar deputados e senadores para organizar recursos para a saúde", disse, em discurso no Hospital Sarah.

Lula voltou a criticar o fim da CPMF, chamando a atitude do Congresso de "insanidade" e que a explicação para ter acabado com o imposto foi "ódio, rancor e maldade."

Há duas semanas, o presidente disse que a prioridade do governo Dilma será aprovar o projeto de regulação da mídia.

Presente na cerimônia, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fez elogios a Lula que, em visita ao Maranhão, na semana passada, defendeu a oligarquia formada pelo senador no Estado.

"Lula da Silva fez um dos maiores governos do Brasil contemporâneo. Mudou a face do Brasil, olhou para o povo brasileiro, tirou mais de 30 milhões da miséria, atendeu a todas as classes. É um dos maiores brasileiros de todos os tempos", discursou Sarney.

Lula ganhou o título de consultor honorário da rede hospitalar Sarah, especializada em reabilitação.

SIMONE IGLESIAS
DE BRASÍLIA

Folha.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mais Reursos, mais saúde!



O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) -à esquerda, na foto da Agência Senado - conseguiu aprovar nesta quinta-feira (09) o relatório setorial da saúde na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Entre os principais pontos ao Pará do relatório, está o expressivo ganho na área de ações em média e alta complexidade (MAC).

O aumento foi de 290 milhões de reais em relação à proposta de Orçamento encaminhada anteriormente pelo Executivo. Se comparado o valor indicado pelo relatório de Flexa Ribeiro e o valor repassado pelo Governo Federal em 2010, o aumento sobe para 360 milhões de reais.

No total, o Estado terá no ano de 2011 mais de R$1,1 bilhão para investir em ações do MAC. Em 2010, esse repasse ficou na casa de 770 milhões de reais.

Pelo relatório, o Pará é o Estado que teve o maior aumento nos repasses desse item. Com os novos valores já aprovados por Flexa, o Pará deixou a lanterna - que já ocupava há vários anos - e passou a ocupar a 11ª colocação no ranking nacional.

"Vamos fiscalizar para que seja garantido esse valor e de fato seja enviado para beneficiar os paraenses que tanto precisam de investimentos em saúde. Esse aumento de repasse é um reflexo da nossa preocupação e também do Governador eleito Jatene, que mesmo antes de assumir esteve reunido em Brasília e ajudou a articular, num trabalho conjunto com a bancada do Pará, as prioridades na área de saúde para o Estado", afirmou Flexa Ribeiro.

Emendas - Outro ponto positivo ao Pará em relação ao relatório setorial preparado por Flexa é quanto às emendas de bancada. Foram aprovadas as duas emendas apresentadas ao relator, que somavam inicialmente 150 milhões e ambas foram contempladas com 135 mihões, atingindo um aproveitamento de 90%.

“O avanço é grande quando consideramos anos anteriores. Em 2010, por exemplo, foram apenas 12 milhões de reais para nossas emendas de bancada, representando 10% do que foi originalmente pleiteado”, avalia Flexa Ribeiro.

Uma das emendas, com valor aprovado de R$90 milhões, destina-se para a estruturação de unidades de atenção especializada em saúde e aquisição de equipamentos hospitalares e material. Já a segunda emenda aprovada, de R$45 milhões, é destinada para a Santa Casa de Misericórdia, em Belém.

Se todas as indicações do relatório forem aprovadas pelo relator-geral, a proposta será votada em plenário. Segundo o presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), deputado Waldemir Moka (PMDB-MS),o prazo final para a aprovação do relatório final do Orçamento este ano é o dia 22 deste mês, quando se encerram os trabalhos legislativos.

Aprovado pela CMO, o relatório segue agora para análise da relatora-geral, que deverá ser a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). A senadora foi indicada para assumir a vaga deixada pelo senador Gim Argello (PTB-DF), que renunciou ao cargo esta semana.


Fonte: Assessoria Parlamentar


Cometário meu:

Grande e nobre iniciativa do Senador Flexa Ribeiro.

Para quem entende do assunto, sabe que hoje o Estado do Pará é o penúltimo Estado da Federação com memores recursos de Média e Alta Complexidade.

De 2005 para cá, acompanhei os aumentos que Brasilia, através do Ministério da Saúde, concederam ao Pará. E muita coisa foi vinculada ao financiamento dos Hospitais Regionais. Tudo muito pequeno.

Esse novo teto, cerca de 25 milhões de Reais mês, vai possibilitar que os municípios contratem profissionais e implar novos serviços de qualidade para nossa gente.

Vamos rezar para que tudo se concretize.

Eu sei o que isso representa para nós, para o Pará.

Obrigado, Senador Flexa Ribeiro.

sábado, 20 de novembro de 2010

Postos de trabalho

O Pará amarga, mais uma vez, os piores índices da nação em saúde pública.

Tem os mais baixos níveis de postos de trabalho na área da saúde.

A menor oferta de equipamentos de saúde.

A menor oferta de leitos.

Já não bastava ser o penúltimo Estado, a receber os menores recursos por habitante, agora fica evidenciado que os míseros "investimentos" feitos nos ultimos anos, foram pífios.

Só muito trabalho e comprometimento pode mudar isso. E a médio e longo prazo. Vamos trabalhar?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Um novo tempo

Depois de eleitos, Dilma e Jatene, tem grandes desafios.

Dilma tem uma máquina azeitada, com arrecadação crescente e o Estado brasileiro, cada vez mais austero contra a corrupção.

Mas falta muita coisa para ser feita.

A saúde em nosso país continua degradante.

O caminho está livre para as mudanças acontecerem. As políticas estão desenhadas, planejadas e programadas muito bem.

Tudo em nome do nosso sistema de saúde, o SUS, que permite que a mão forte do estado atue com eficácia e que cada cidadão brasileiro participe, fiscalize a gestão através dos conselhos municipais, estaduais e o nacional de saúde.

Quanto ao Estado do Pará, nosso novo governador não deve se afastar nem um centímetro das decisões que sejam da vontade do povo que o elegeu.

Ele, é um homem inteligente. Cobra resultados.

Mas fica uma dica, desse humilde trabalhador brasileiro.

Saúde pública deve ser executada com qualidade. Com estrutura, materiais e equipamentos de primeira linha.

Não precisa inventar a roda. Os regionais são prova de que o governador sabe fazer isso. Por isso mesmo, que ele, em sua campanha, assumiu o compromisso de fazer mais dois regionais.

Mas não esqueça dos municípios. A porta de entrada do sistema.

Reforçar, verdadeiramente, a atenção primária é fundamental.

Mas quando a criança, o idoso precisar se hospitalizar, não tem saída. As unidades tem que ter um atendimento de qualidade e estrutura para receber os mais de 7 milhões de paraenses.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Trauma, imobilização e resgate!!!

Recebo o convite do Dr. Guataçara, médico traumatologista - grande amigo - para o curso voltado aos Agentes Comunitários de Saúde e Mototaxistas.

Traumas, resgate e imobilização.

A aula prática será ministrada em castanhal, na primeira semana de junho.


Logo, mais informações.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sem Material

Duciomar Costa, continua tripudiando da população de Belém.

Apesar da ameaça de ser cassado, pelo TRE, não tenta melhorar sua imagem perante a opinião pública.

Os senhores júízes do TRE devem analisar com bastante critério e responsabilidade com a Lei, o afastamento de um ser que não se preocupa com a saúde sociedade Belenense.

Mais que isso. Como o município de Belém, vendeu serviços de saúde - a famosa pactuação - para outros municípios do Estado do Pará, a responsabilidade da prefeitura de Belém, é também com a população do Estado.

O Fato:

Ontem no PSM da 14 de março, faltava manterias para atendimento de urgência e emergência a população.

Inclusive filmes de Raio - X, essenciais para o diagnósticos de várias patologias.

Essa é a cara do serviço prestado pela prefeitura de Belém.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Intolerância ao Leite

Caiu o coordenador do programa do leite de Belém.

Esta é a solução apresentada pela prefeitura para resolver a situação das 77 famílias que precisam do alimento para suas crianças.

Ontem, em uma audiência com o TJ, MP e a prefeitura, tudo ficou para amanhã.

O leite derramado, por enquanto foi só o do senhor Eduardo, ex-coordenador.

quarta-feira, 10 de março de 2010



O atendimentos de urgências e emergências médicas a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão passar a ser feitos por hospitais e clínicas particulares, sem a necessidade de contratos ou convênios.


Aprovado sob a forma de substitutivo pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a proposta (PLC 69/01) estabelece que esse atendimento seja feito mediante ressarcimento, quando o SUS não tiver condições de garantir assistência.


Vejam o senado está fazendo algo de muita utilidade para a sociedade brasileira.


Vivas!!!!!
Agencia Senado

sexta-feira, 5 de março de 2010

Gripe H1N1




As grávidas estão reclamando do jogo de empurra para receberem a vacina contra a gripe H1N1.

Vá no posto tal
Hoje só amanhã
Só tem em tal lugar
Acabou

Estas, são as principais justificativas - furadas - dadas nas unidades de saúde.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Tem leitinho não?

MPE pede a prisão de prefeito e secretário por descumprimento de decisão judicial

O Ministério Público do Estado do Pará (MPE), através do 3º Promotor de Justiça da Infância e Juventude, Franklin Lobato Prado, ajuizou pedido de execução de Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta (TCAC) contra a prefeitura e a secretaria municipal de saúde de Belém. A medida visa solucionar o problema da falta de repasse do leite necessário às crianças portadoras de enteropatia alérgica do município de Belém. Além da regularização no fornecimento do leite e da multa, o Ministério Público do Estado pede a prisão do prefeito Duciomar Gomes da Costa e do secretário Sérgio de Souza Pimentel.

A execução fo TCAC foi proposta devido ao insucesso da tentativa de alcançar uma solução amigável para o caso, visto que, depois da realização de duas audiências públicas entre MPE, Sesma, Sespa e alguns pais de crianças acometidas pela doença, nenhuma proposta de acordo foi satisfatória para as partes.

“O Ministério Público requer seja decretada a prisão do Prefeito Municipal de Belém e do Secretário Municipal de Saúde, por descumprirem ordem judicial, emanada de autoridade competente, com o devido processo legal, sem qualquer justificativa para assim proceder desprestigiando a Justiça Paraense, como se fossem intocáveis”, destaca o promotor em seu pedido.

O produto recebido pelas crianças não se trata apenas de um leite especial, mas sim de um complemento de aminoácidos hidrolizados. Em função da hiperssensibilidade intestinal elas não podem ingerir proteínas nem lactose, motivo pelo qual dependem inteiramente deste tipo de suplemento para se alimentar sem provocar problemas mais graves de saúde. Se tratado regularmente, o problema é passível de cura e as crianças poderão ingerir alimentos normalmente.

Por: Assessoria de Imprensa

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Prefeitos Pilantras




O advogado Mailton Ferreira, novo diretor da SESMA, que representou o município de Belém, em uma reunião na primeira regional de saúde, que tratou da pactuação para a rede de urgência e emergência e SAMU metropolitano, bradou que os recursos para a ação não seriam pagos pelos municípios, pois os prefeitos do interior são pilantras.

Levou um tapa com luva de pelicas da secretária de Melgaço, Káttia Pennalber, que lhe explicou:

Os recursos serão retirados dos fundos municipais, automaticamente pelo FNS.
e vá cuidar dos telefones da regulação de Belém que estão cortados.


Que deselegância, nobre advogado

Projeto obriga hospitais do SUS a oferecerem estágios

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6734/10, do deputado Edmar Moreira(PR-MG) - O do Castelo não declardo no IR - que obriga os hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou que recebem recursos do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pró-hosp) a oferecer estágios. As oportunidades de aprendizado serão direcionadas aos estudantes universitários da área de ciências da saúde.

Pelo texto, os hospitais deverão divulgar semestralmente, por meio de edital, os requisitos do processo seletivo para o preenchimento das vagas oferecidas.

Edmar Moreira lembra que a medida contribuirá tanto para a formação acadêmica dos alunos quanto para o aperfeiçoamento dos serviços de saúde prestados.

Agencia Camara de Notícias


Comentário: Nem tudo está perdido. Que Deus te perdoe por essa boa ação!!!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Saúde na UTI e sem energia

O Hospital Ofir Loyola está sem energia elétrica na manhã de hoje.

Fontes, informam que a má conservação das instalações de energia, ocasionaram o blackout.

O gerador de energia que serve ao bloco e o CTI/UTI não suporta a demanda dos focos cirúrgicos e dos equipamentos de suporte a vida.

Pacientes, estão na mesa de cirurgia.

O desespero toma conta dos servidores, pacientes e familiares.

Candidata tem dificuldadesna área de saúde

Petistas da Saúde temem confronto entre Dilma e Serra
Estadao.com.br acompanhou reunião que teve participação do ex-ministro Humberto Costa

A portas fechadas, longe dos holofotes e do discurso eleitoral, os petistas que tratam dos problemas da Saúde temem o confronto entre a candidata Dilma Rousseff e o tucano José Serra, governador de São Paulo. Menos de uma hora depois de o 4º Congresso Nacional do PT aprovar o projeto de governo para a candidata à Presidência, na última sexta-feira, 19, a reportagem do estadao.com.br flagrou uma reunião em que um grupo de petistas revelou temor pela fragilidade com que Dilma discute a Saúde e pela "vulnerabilidade" como estão entrando no debate eleitoral. O programa aprovado, afirmaram, "não vale quase nada".


Reunidos numa sala do segundo andar do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, membros do grupo setorial de Saúde do partido queixaram-se da gestão da área no governo Lula e fizeram uma série de comentários críticos à ministra-chefe da Casa Civil. "Quem é a Dilma para nós, do ponto de vista da militância? Não podemos entrar na campanha vulneráveis como a gente está na Saúde", questionou uma das militantes.


Participaram do encontro - que foi gravado pela reportagem -, o ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PE), o secretário de Gestão Estratégica e Participava da atual equipe do ministério, Antônio Alves de Souza, e dirigentes de todo o País.


Uma dirigente disse que ficou espantada com a falta de habilidade da pré-candidata durante um debate: "Ela entrou recuada para discutir política social na saúde. Foi um horror. Se o nosso presidente era muito verde quando entrou (para o Planalto), imagina a Dilma! Ela vai ser questionada e vai ter de falar sobre o assunto a partir de abril", acrescentou um dos participantes do encontro de sexta-feira.


"Precisamos nos organizar para influenciar nesse processo. Temos de ganhar a nossa candidata, que não tem o que o nosso presidente tem", afirmou Humberto Costa, que dirigiu a pasta da Saúde entre 2003 e 2005, na primeiro mandato do governo Lula. Parte da preocupação dos petistas deve-se a três fatos: a falta de intimidade da candidata com o setor, o fato de José Serra ter sido ministro da Saúde entre 1998-2002, e porque até hoje a gestão do tucano é uma das mais bem avaliadas.


A capacidade administrativa da ministra na área foi muito questionada durante o encontro. "O José Temporão (ministro da Saúde) já ficou quatro horas conversando sobre saúde com a Dilma", disse um dos participantes. Nem o plano de governo foi poupado: "Acho que não preciso dizer para todo mundo aqui que isso que aprovaram há pouco não vale nada. Esse programa só vai ficar pronto mesmo lá por agosto. Esse encontro é para agradar a militância", avaliou outro dos participantes da reunião.


A distância entre o ministério e o partido é outro motivo de preocupação: "Precisamos marcar encontro com ela e com Lula. O presidente vai sair com essa dívida conosco? Como vamos fazer a discussão do setor da saúde com quem não é do PT se não reconhecemos nossos méritos?". "É essa discussão que temos de fazer, porque o Lula tá pouco se lixando para a gente (petistas)", disse uma filiada. "Acho que a Dilma não representa, nem de perto, o governo Lula."


Para o grupo, o PT não pode entrar na campanha vulnerável como está na Saúde. "É contraditório. Vamos ter de apresentar à população que esses oito anos não significam o que a gente quer de saúde para o Brasil". O histórico de Serra à frente da pasta também foi mencionado. "Serra tem discurso real, (diz) que foi o responsável pela aprovação da Emenda 29 e que não conseguimos regulamentar. Todo mundo acha que ele é o papa da Saúde e tem companheiros que até concordam com isso. Bobagem. Fizemos muito mais, não dá para comparar".


Alguns admitiram que o governo deveria ter aceitado a participação das Organizações Sociais (OS) na gestão de hospitais - o PT costuma dizer que isso é "terceirizar a Saúde". "Eu não quero uma UPA na minha cidade. De que adianta se não consigo pagar os médicos?", disse um secretário. As UPAs, Unidades de Pronto Atendimento, são uma forma de o governo do Rio agilizar o atendimento nas comunidades carentes, longe dos grandes centros hospitalares.


O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) também foi criticado: "Essa história de a receita que vem do governo ser a mesma para todos é uma furada. Tem uma cidade ao lado da minha que tem ambulância, estrutura. Eu não tenho dinheiro para nada e ainda vejo prefeito desviando a verba."


Questionado sobre a insatisfação em relação à falta de propostas específicas do programa e condução do assunto pelo partido, o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, negou problemas. "Isso não procede. É comum que alguns termos não sejam especificados e fiquem de fora. Tivemos reclamações de todos os setoriais".

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Camisa de força

deu no Globo

Camisa de força (Editorial)

Na redemocratização, cujo marco legal é a Constituição de 1988, foi instituído o Sistema Único de Saúde (SUS). Não por acaso.

No clima de liberalização política e desconcentração de poder, seria consequência natural rever gastos públicos, democratizá-los. A universalização do atendimento médico era, e é, objetivo meritório. Não se contesta a necessidade de ele ser alcançado.

O surgimento do SUS foi saudado como grande avanço, com razão.

Os problemas começariam a surgir depois — aliás, como vários outros decorrentes de dispositivos da Carta cujo resultado foi o aumento dos gastos públicos.

Com o fim da superinflação, em 1994, por meio do Plano Real, o Estado deixou de se financiar pela desvalorização da moeda — bastava retardar despesas —, e passou a ser obrigado a melhorar a qualidade de sua administração.

No SUS, entre outros segmentos da máquina pública, dá-se de maneira nítida o choque entre os que reivindicam mais verbas e aqueles defensores de mudanças destinadas a melhorar a qualidade dos gastos.

A Saúde serviu de motivo para a criação da CPMF, a qual, com o tempo, foi desvirtuada e passou a financiar tudo, até ambulatórios e hospitais públicos. Os desvios ficaram tão evidentes que o Senado revogou o tributo em dezembro de 2007.

O governo assumiu o discurso terrorista de que o sistema de atendimento iria entrar em falência.

Balela. Em poucos meses, os cerca de R$ 30 bilhões perdidos com o fim da CPMF foram repostos por uma arrecadação impulsionada pela aceleração do crescimento econômico.

E as deficiências do SUS continuam as mesmas, assim como o choque entre os que reivindicam mais dinheiro e os defensores de melhorias de gestão.

Estes têm forte argumento a favor de sua tese: onde hospitais públicos passaram a ser administrados por Organizações Sociais (OS), como em São Paulo, a eficiência administrativa tem sido positiva para pacientes e contribuintes. Estudo feito por Jerry La Forgia (Banco Mundial) e Bernard Couttolenc (USP), em 2008, chegou a vários índices comparativos irrefutáveis.

Exemplo: a despesa média por alta de paciente em hospitais paulistas administrados por OS custa US$ 2.892; nos estabelecimentos públicos, US$ 4.272.

O grande obstáculo a que hospitais federais possam ser administrados sem a camisa de força das leis da burocracia pública são as corporações sindicais aliadas ao governo. É uma pena.

No blog do Ricardo Noblat