“O vírus da dengue tipo quatro pode chegar ao Pará, caso os órgãos de vigilância não sejam efetivos”. A afirmação é do pesquisador do Instituto Evandro Chagas (IEC), Pedro Vasconcelos. Segundo ele, todos os Estados do país estão suscetíveis à doença, por conta do grande fluxo de pessoas dentro do Brasil. “Aqui as pessoas têm o costume de se movimentar de um Estado para o outro a trabalho ou passeio e se saírem doentes ou em período de incubação, o vírus pode chegar aos outros Estados”.
O pesquisador explica que o período de incubação acontece nos seis primeiros dias após a picada do mosquito e antes da manifestação dos sintomas da doença. É nesta fase que o vírus circula pelo sangue, portanto, se a pessoa com a doença for picada, o mosquito infectado fará novas vítimas da dengue. “Nós temos também várias entradas da doença, porque o vírus tipo 4 circula na Guiana Francesa, Venezuela e Equador, por isso temos chances enormes. É preciso que a vigilância seja muito severa na questão da eliminação dos criadouros, principalmente”.
O isolamento viral nas residências é um fator que colabora na redução dos casos. A falta de consciência da população também foi citada pelo pesquisador. Ele conta que a dengue precisa do mosquito para ser transmitida. “Se não existir criadouro não teremos o mosquito, e por consequência, não teremos a doença”.
Vasconcelos afirma que a doença poderia ser controlada, mas é preciso que “as pessoas que sabem o que fazer realizem a prevenção dos
criadouros”. Ao afirmar isto, o pesquisador se refere à falta de atuação da administração pública. “Falta saneamento básico, o serviço do fornecimento de água sofre muitas intervenções, o que faz com que as pessoas armazenem água, e a coleta de lixo não é bem feita. Esses fatores colaboram para a formação dos criadouros”.
Além das águas paradas nas residências, Vasconcelos orienta também a população a ficar atenta aos terrenos abandonados, que são locais de grande acúmulo de criadouros do mosquito.
Dos municípios paraenses, as maiores incidências de dengue foram registradas, em 2010, em Belém (2.856 casos), Altamira (1.468 casos) e Ananindeua (609 casos).
RORAIMA
O Instituto Evandro Chagas de Roraima já confirmou nove casos no novo tipo de dengue. Vasconcelos conta que entre os casos da doença os mais apresentados foram os tipo 1, 2 e 4. A diferença do vírus é identificado por cultura ou exame biológico molecular. “É diferente da sorologia, na qual aponta apenas se é dengue. Por isso estamos fazendo a vigilância”.
Entre as situações apresentadas em Roraima, os pacientes tiveram apenas os sintomas febris. A dengue hemorrágica é mais comum entre os sorotipos dois e três da doença. “O que acontece com o tipo quatro é que a população está mais suscetível, portanto, a doença pode se disseminar mais rápido”.
As pessoas que apresentaram a doença eram moradoras de um bairro central Boa Vista, mas também alguns casos em localidades periféricas. “Isso mostra que a dengue quatro não está só em um lugar”.
SINTOMAS
Embora o vírus 4 seja de um tipo diferente, os sintomas são os mesmos dos outros: dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, febre, dor atrás dos olhos, diarréia, vômito, entre outros. O protocolo de tratamento também é o mesmo
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
CANDIDATOS AO GOVERNO DEBATEM NA TV LIBERAL
FRENTE A FRENTE - Ana Júlia, Juvenil, Jatene e Carneiro discutem propostas logo após 'Passione'
Ana Júlia Carepa (PT), Domingos Juvenil (PMDB), Fernando Carneiro (PSOL) e Simão Jatene (PSDB), candidatos ao governo do Estado, participarão de debate na TV Liberal, hoje à noite, logo após a novela 'Passione'. Cleber Rabelo (PSTU) não participará do debate porque seu partido não possui representatividade no Congresso Nacional o que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não torna sua participação obrigatória.
Com a duração de duas horas, o debate será será medidado pelo jornalista da Rede Globo José Raimundo e será transmitido pelo portal ORM (www.orm.com.br). Segundo o diretor de Jornalismo da TV Liberal, Álvaro Borges, será a oportunidade do eleitor paraense comparar ideias e propostas. 'Esse é um momento importante para o eleitor avaliar os candidatos. Esperamos que tudo transcorra com tranquilidade e que os candidatos se concentrem no debate de propostas, sem ataques pessoais', afirmou.
José Raimundo acrescenta que o debate representa a chance do eleitor indeciso se decidir. 'Esperamos que o eleitor indeciso aproveite essa oportunidade para se informar sobre os programas de governo de cada candidato e faça sua opção', disse o mediador. Os pedidos de direito de resposta poderão ser feitos pelo próprio candidato, imediatamente após eventual ofensa, e serão analisados por Álvaro Borges, com a ajuda da equipe de assessoria jurídica da TV Liberal. José Raimundo já possui experiência em mediar debates. Na eleição para governo, em 2006, no Pará, ele foi o mediador na TV Liberal nos dois turnos.
Ana Júlia Carepa (PT), Domingos Juvenil (PMDB), Fernando Carneiro (PSOL) e Simão Jatene (PSDB), candidatos ao governo do Estado, participarão de debate na TV Liberal, hoje à noite, logo após a novela 'Passione'. Cleber Rabelo (PSTU) não participará do debate porque seu partido não possui representatividade no Congresso Nacional o que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não torna sua participação obrigatória.
Com a duração de duas horas, o debate será será medidado pelo jornalista da Rede Globo José Raimundo e será transmitido pelo portal ORM (www.orm.com.br). Segundo o diretor de Jornalismo da TV Liberal, Álvaro Borges, será a oportunidade do eleitor paraense comparar ideias e propostas. 'Esse é um momento importante para o eleitor avaliar os candidatos. Esperamos que tudo transcorra com tranquilidade e que os candidatos se concentrem no debate de propostas, sem ataques pessoais', afirmou.
José Raimundo acrescenta que o debate representa a chance do eleitor indeciso se decidir. 'Esperamos que o eleitor indeciso aproveite essa oportunidade para se informar sobre os programas de governo de cada candidato e faça sua opção', disse o mediador. Os pedidos de direito de resposta poderão ser feitos pelo próprio candidato, imediatamente após eventual ofensa, e serão analisados por Álvaro Borges, com a ajuda da equipe de assessoria jurídica da TV Liberal. José Raimundo já possui experiência em mediar debates. Na eleição para governo, em 2006, no Pará, ele foi o mediador na TV Liberal nos dois turnos.
Fila para transplante ainda é extensa no Pará
Ontem foi comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos e, em todo o Brasil, milhares de pessoas aguardam na fila de espera a possibilidade de poder fazer um transplante. No Pará, somente aguardando doação de córnea existem 938 pessoas.
Por conta da data, alguns eventos - como caminhada e mobilização - foram realizados na cidade para alertar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos. Paulo Cartágenes, coordenador da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), afirma que o processo para se tornar um doador é simples. “Hoje basta que as pessoas demonstrem interesse na doação. Por isso, pedimos que conversem em casa sobre o assunto, manifestem interesse”, diz.
O Pará possui uma lista de espera longa. “Há uma necessidade de aumentar as doações, que o paraense demonstre sua solidariedade dizendo sim ao transplante. O transplante pode modificar a vida de um paciente”. A lista de espera do Estado conta com 938 pessoas aguardando transplante de córnea, sendo 547 ativos (aptos a receberem a doação no momento em que for disponibilizada) e 391 semiativos (os que estão com dados desatualizados ou que não estão clinicamente em condições de receber o órgão). Para transplante de rim existem 777 (720 ativos e 57 semiativos) pessoas aguardando na fila. Para transplante de coração existem 4 pessoas esperando, sendo 3 ativos e 1 semiativo. Segundo Benedito Ferreira, presidente da Associação Paraense dos Amigos do Fígado, mais de 7 mil pessoas aguardam pelo órgão no Brasil. “Não temos o quantitativo do Pará porque o transplante não é realizado aqui, mas só na associação temos 47 pessoas cadastradas aguardando por um fígado”, conta.
RECADASTRAMENTO
Até o final do ano, uma nova lista de espera deve começar a vigorar. Cartágenes explica que os pacientes inscritos no antigo Cadastro Técnico Único precisam comparecer às clínicas onde estão inscritos atualmente para fazer o recadastramento no novo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do Ministério da Saúde.
Os pacientes têm até o dia 30 de novembro deste ano para fazer o recadastramento. Quem não o fizer até a data perderá a vaga na lista de espera. “Queremos ter no sistema o número real de pessoas que aguardam o transplante sem restrições”, explica. Para fazer o recadastramento, o paciente deve ir até a clínica onde está inscrito - munido de um documento de identificação - e verificar se já foi migrado para o novo sistema.
SERVIÇO
Caso o médico onde a pessoa tenha se inscrito não faça mais o procedimento, o paciente deve procurar a CNCDO, na Sespa, para fazer o recadastramento. O endereço é Rua Presidente Pernambuco, 489, entre Conselheiro Furtado e Gentil Bittencourt. O horário de atendimento é de 8h às 10h ou 14h30 às 16h30.
Por conta da data, alguns eventos - como caminhada e mobilização - foram realizados na cidade para alertar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos. Paulo Cartágenes, coordenador da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), afirma que o processo para se tornar um doador é simples. “Hoje basta que as pessoas demonstrem interesse na doação. Por isso, pedimos que conversem em casa sobre o assunto, manifestem interesse”, diz.
O Pará possui uma lista de espera longa. “Há uma necessidade de aumentar as doações, que o paraense demonstre sua solidariedade dizendo sim ao transplante. O transplante pode modificar a vida de um paciente”. A lista de espera do Estado conta com 938 pessoas aguardando transplante de córnea, sendo 547 ativos (aptos a receberem a doação no momento em que for disponibilizada) e 391 semiativos (os que estão com dados desatualizados ou que não estão clinicamente em condições de receber o órgão). Para transplante de rim existem 777 (720 ativos e 57 semiativos) pessoas aguardando na fila. Para transplante de coração existem 4 pessoas esperando, sendo 3 ativos e 1 semiativo. Segundo Benedito Ferreira, presidente da Associação Paraense dos Amigos do Fígado, mais de 7 mil pessoas aguardam pelo órgão no Brasil. “Não temos o quantitativo do Pará porque o transplante não é realizado aqui, mas só na associação temos 47 pessoas cadastradas aguardando por um fígado”, conta.
RECADASTRAMENTO
Até o final do ano, uma nova lista de espera deve começar a vigorar. Cartágenes explica que os pacientes inscritos no antigo Cadastro Técnico Único precisam comparecer às clínicas onde estão inscritos atualmente para fazer o recadastramento no novo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do Ministério da Saúde.
Os pacientes têm até o dia 30 de novembro deste ano para fazer o recadastramento. Quem não o fizer até a data perderá a vaga na lista de espera. “Queremos ter no sistema o número real de pessoas que aguardam o transplante sem restrições”, explica. Para fazer o recadastramento, o paciente deve ir até a clínica onde está inscrito - munido de um documento de identificação - e verificar se já foi migrado para o novo sistema.
SERVIÇO
Caso o médico onde a pessoa tenha se inscrito não faça mais o procedimento, o paciente deve procurar a CNCDO, na Sespa, para fazer o recadastramento. O endereço é Rua Presidente Pernambuco, 489, entre Conselheiro Furtado e Gentil Bittencourt. O horário de atendimento é de 8h às 10h ou 14h30 às 16h30.
Denúncia:Conjunto Arthur Bernardes está há 6 meses sem água
Água é um artigo de luxo para cerca de 500 famílias que moram no conjunto Arthur Bernardes, no bairro da Pratinha II, em Belém. Há seis meses os canos estão secos.Para chamar a atenção do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém (Saaeb), responsável pelo abastecimento nos bairros da Pratinha I, II e Tapanã, os moradores fecharam, ontem, parte da rodovia Arthur Bernardes com pedaços de madeira, galhos de árvore e entulhos.
“Queremos que alguém venha aqui conversar com a gente. Precisamos de uma satisfação. Não dá para continuar assim”, disse André Melo.Após o protesto, um grupo de moradores foi até a sede do Saaeb, mas não foi atendido. “Nem conseguimos entrar. Nos ignoraram”, disse o morador André Melo.
Segundo os moradores do conjunto, a salvação se resume a apenas três poços artesianos que abastecem de maneira precária a comunidade, além da solidadriedade entre vizinhos.Francisco Jorge da Silva, de 21 anos, fica praticamente o dia todo ajudando as pessoas encherem os baldes de água. Ele já até perdeu a conta de quantos já encheu. “Por dia são cerca de 50, mas a cada dia mais pessoas vem aqui pegar água. E sem falar que temos que tomar conta dos poços para evitar um acidente com as crianças que brincam por aqui”, contou Francisco.
A água retirada dos poços é usada apenas em alguns serviços domésticos, como lavar roupas e no banho. Beber significa ficar doente. “Essa água é suja demais. Temos que comprar água mineral para beber e cozinhar. Quem não tem condição de comprar tem que ferver e mesmo assim passa mal, principalmente as crianças”, contou Moisés Pinheiro.
O medo dos moradores é de que os poços sequem e dessa forma a situação fique pior. “Mesmo sendo uma água de péssima qualidade, está sumindo. São muitas pessoas que dependem dela, já que a prefeitura não faz nada para nos ajudar, nem mesmo dar uma satisfação para não termos água nas torneiras, que é um direito de todos”, observou o morador André Gomes de Melo.
SAAEB RESPONDE
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém (Saaeb) informou por nota que “as hastes que seguram a bomba dentro do poço do sistema de abastecimento da Pratinha II, romperam”. Os trabalhos de recuperação estão sendo realizados e na manhã de ontem a bomba começou e ser removida para a troca das hastes. Diz ainda a nota que “técnicos do Saaeb divulgam amanhã (hoje) a previsão para o retorno do abastecimento de água na comunidade”.
“Queremos que alguém venha aqui conversar com a gente. Precisamos de uma satisfação. Não dá para continuar assim”, disse André Melo.Após o protesto, um grupo de moradores foi até a sede do Saaeb, mas não foi atendido. “Nem conseguimos entrar. Nos ignoraram”, disse o morador André Melo.
Segundo os moradores do conjunto, a salvação se resume a apenas três poços artesianos que abastecem de maneira precária a comunidade, além da solidadriedade entre vizinhos.Francisco Jorge da Silva, de 21 anos, fica praticamente o dia todo ajudando as pessoas encherem os baldes de água. Ele já até perdeu a conta de quantos já encheu. “Por dia são cerca de 50, mas a cada dia mais pessoas vem aqui pegar água. E sem falar que temos que tomar conta dos poços para evitar um acidente com as crianças que brincam por aqui”, contou Francisco.
A água retirada dos poços é usada apenas em alguns serviços domésticos, como lavar roupas e no banho. Beber significa ficar doente. “Essa água é suja demais. Temos que comprar água mineral para beber e cozinhar. Quem não tem condição de comprar tem que ferver e mesmo assim passa mal, principalmente as crianças”, contou Moisés Pinheiro.
O medo dos moradores é de que os poços sequem e dessa forma a situação fique pior. “Mesmo sendo uma água de péssima qualidade, está sumindo. São muitas pessoas que dependem dela, já que a prefeitura não faz nada para nos ajudar, nem mesmo dar uma satisfação para não termos água nas torneiras, que é um direito de todos”, observou o morador André Gomes de Melo.
SAAEB RESPONDE
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém (Saaeb) informou por nota que “as hastes que seguram a bomba dentro do poço do sistema de abastecimento da Pratinha II, romperam”. Os trabalhos de recuperação estão sendo realizados e na manhã de ontem a bomba começou e ser removida para a troca das hastes. Diz ainda a nota que “técnicos do Saaeb divulgam amanhã (hoje) a previsão para o retorno do abastecimento de água na comunidade”.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Dia Nacional de Luta das Pessoas com necessidades Especiais
Acessibilidade.Para muitos, essa palavra não quer dizer muita coisa, mais de 15% da população brasileira compreende bem este significado. Segundo o IBGE, cerca de 15% da população possui algum tipo de deficiência. Postes, buracos, calçadas irregulares, estabelecimentos sem acesso, tudo isso é consequência da falta de acessibilidade, o que dificulta a vida das pessoas com algum tipo de deficiência.Embora as grandes cidades já estejam se adaptando para garantir a acessibilidade das pessoas com deficiência, ainda há muito o que fazer e muito o que discutir. Foi com esse intuito que se instituiu o dia (21) como O Dia Nacional da Luta com Pessoa com Deficiência. Urge a necessidade de se instituir, cada vez mais, suportes para os cadeirantes nas ruas, nos veículos automotores, escadas também não ajudam, deveriam haver rampas exclusivas para os cadeirantes, ou seja,políticas públicas são fundamentais nesse aspecto.
Po exemplo, cito o município de Linhares (ES) que foi um dos primeiros do estado e do Brasil a ater o transporte adaptado para favorecer a vida dos cadeirantes. A cidade já melhorou muito a acessibilidade no meio urbano e a inclusão na rede regular de ensino, hoje, uma grande realidade. O mercado de trabalho também destaca-se no município, somento no ano passado (2009)foi alcançado o número de mais de 100 novos postos de trabalho voltados para os trabalhadores especiais em diversos setores da economia
Hoje, vários municípios do Brasil deram um passo à frente na realidade, investindo em políticas públicas para os deficientes, inclusive nossa capital, Belém (PA), mas ainda há muito que fazer, para termos uma realidade satisfatória diante da questão da acessiblidade.
Prefeituras vão criar mais de 6 mil leitos para tratamento de usuários de drogas
Foram lançados hoje (20) editais para que as prefeituras criem 6.120 leitos na rede pública de saúde para tratamento de usuários de crack e outras drogas. O pacote prevê a liberação de mais de R$ 140 milhões, provenientes do Ministério da Saúde e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. A iniciativa faz parte do Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, lançado em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os municípios devem procurar o ministério para a abertura dos leitos. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da Republica, ministro Jorge Armando Félix, explicou que, com a publicação dos editais assinados hoje (20), no Diário Oficial da União, as prefeituras poderão iniciar os processos licitatórios para ofertar os leitos.
"Dentro do que está previsto nos editais, as prefeituras vão se habilitar para receber os recursos para contratar os leitos. Os recursos já estão disponíveis", informou Jorge Félix.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governo federal arcará com o custo das internações. “Toda essa política pressupõe que o financiamento das internações nos novos leitos será feito pelo Ministério da Saúde e repassado aos municípios”, garantiu Temporão após a cerimônia de anúncio, no Palácio do Planalto.
Do total de leitos, 2.500 serão ofertados em hospitais gerais para tratamento de intoxicação aguda e abstinência e 2.500 em comunidades terapêuticas, que acolhem usuários sem quadro clínico complicado. A previsão é implantar mais 600 leitos nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps), que funcionam 24 horas. O restante, 520 leitos, será para abrigar, por até 40 dias, usuários que vivem nas ruas. O programa prevê a instalação de 225 núcleos de atendimento à saúde da família em cidades com até 20 mil habitantes e a capacitação de profissionais da área médica.
Depois da cerimônia, Temporão reafirmou que a Casa Civil não intermediou a compra do remédio Tamiflu, usado no tratamento da influenza A (H1N1) – gripe suína, em resposta à denúncia de propina na compra, publicada pela revista Veja. “Todo o processo foi conduzido pelo ministério e o laboratório Roche [fabricante do medicamento], sem nenhuma participação de terceiros”, disse aos jornalistas. Ele acrescentou que a Polícia Federal está apurando o caso.
Os municípios devem procurar o ministério para a abertura dos leitos. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da Republica, ministro Jorge Armando Félix, explicou que, com a publicação dos editais assinados hoje (20), no Diário Oficial da União, as prefeituras poderão iniciar os processos licitatórios para ofertar os leitos.
"Dentro do que está previsto nos editais, as prefeituras vão se habilitar para receber os recursos para contratar os leitos. Os recursos já estão disponíveis", informou Jorge Félix.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governo federal arcará com o custo das internações. “Toda essa política pressupõe que o financiamento das internações nos novos leitos será feito pelo Ministério da Saúde e repassado aos municípios”, garantiu Temporão após a cerimônia de anúncio, no Palácio do Planalto.
Do total de leitos, 2.500 serão ofertados em hospitais gerais para tratamento de intoxicação aguda e abstinência e 2.500 em comunidades terapêuticas, que acolhem usuários sem quadro clínico complicado. A previsão é implantar mais 600 leitos nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps), que funcionam 24 horas. O restante, 520 leitos, será para abrigar, por até 40 dias, usuários que vivem nas ruas. O programa prevê a instalação de 225 núcleos de atendimento à saúde da família em cidades com até 20 mil habitantes e a capacitação de profissionais da área médica.
Depois da cerimônia, Temporão reafirmou que a Casa Civil não intermediou a compra do remédio Tamiflu, usado no tratamento da influenza A (H1N1) – gripe suína, em resposta à denúncia de propina na compra, publicada pela revista Veja. “Todo o processo foi conduzido pelo ministério e o laboratório Roche [fabricante do medicamento], sem nenhuma participação de terceiros”, disse aos jornalistas. Ele acrescentou que a Polícia Federal está apurando o caso.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Tiririca da vida
Ministério Público-SP denuncia Tiririca por falsidade ideológica.
O candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo Francisco Everardo Oliveira Silva, o cantor Tiririca, do Partido da República, foi denunciado por falsidade ideológica pelo Ministério Público-SP.
O humorista afirmou à revista Veja que em seu cadastro no Tribunal Superior Eleitoral consta que ele não possui bens, já que estes estariam em nome de terceiros, por conta de quatro processos trabalhistas e um de sua ex-mulher contra ele. O promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes declarou que isso é ilegal, pois o candidato usufrui de patrimônio não declarado e diz que foi pedida a quebra de sigilo fiscal e bancário do cantor, além de cópias de processos contra ele que correm em segredo de Justiça no Estado do Ceará.
- Caso seja eleito e, posteriormente condenado, ele pode pegar de um a cinco anos de prisão e perderá o mandato de deputado - afirmou o promotor.
O Partido da República informou que não comenta nenhuma decisão ou manifestação do Ministério Público e do Poder Judiciário.
No Globo.com
O candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo Francisco Everardo Oliveira Silva, o cantor Tiririca, do Partido da República, foi denunciado por falsidade ideológica pelo Ministério Público-SP.
O humorista afirmou à revista Veja que em seu cadastro no Tribunal Superior Eleitoral consta que ele não possui bens, já que estes estariam em nome de terceiros, por conta de quatro processos trabalhistas e um de sua ex-mulher contra ele. O promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes declarou que isso é ilegal, pois o candidato usufrui de patrimônio não declarado e diz que foi pedida a quebra de sigilo fiscal e bancário do cantor, além de cópias de processos contra ele que correm em segredo de Justiça no Estado do Ceará.
- Caso seja eleito e, posteriormente condenado, ele pode pegar de um a cinco anos de prisão e perderá o mandato de deputado - afirmou o promotor.
O Partido da República informou que não comenta nenhuma decisão ou manifestação do Ministério Público e do Poder Judiciário.
No Globo.com
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Dia Mundial do Coração ganha evento em Belém
A Sociedade Paraense de Cardiologia e o Serviço Social da Indústria (SESI) realizam, hoje, uma programação alusiva ao Dia Mundial do Coração, em Belém. Com o lema “Eu protejo meu coração 24 horas por dia”, as entidades pretendem dar dicas e orientações para manter a saúde do coração. O evento acontece das 8h00 às 10h00 no auditório Albano Franco. (Diário do Pará)
Servidores confirmam falhas em licitações da Sesma
O secretário municipal de Saúde, Sérgio Pimentel, se diz vítima do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria Geral da União (CGU), que investigam fraudes na Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). O que ele não diz, porém, é que as acusações que motivaram a decretação da prisão preventiva dele e de outras cinco pessoas - revogadas pelo desembargador federal Carlos Olavo - foram respaldadas não apenas na apuração dos fatos, mas sobretudo nos depoimentos de servidores da própria Secretaria.Em depoimento no MPF, três servidoras relataram os detalhes de como o caminho foi aberto para a prática das supostas irregularidades. A servidora Maria da Conceição Barra Ribeiro conta como ocorreu a criação da Comissão de Licitações da Sesma após a desativação do setor de controle interno. Segundo ela, em abril de 2009, o médico Antonio Carlos Vinagre, vereador pelo PTB, foi nomeado secretário de Saúde, e Maria da Conceição chamada para integrar o setor de controle interno da Secretaria. Em janeiro de 2010, Sérgio Pimentel substituiu Vinagre - que retornou à Câmara Municipal - levando consigo para a Sesma o atual diretor-geral do órgão, Mailton Ferreira.A desativação do controle interno ocorreu ainda em janeiro, após a chegada da dupla à Sesma, durante uma reunião. Antes disso, as licitações de todas as secretarias do município eram feitas na própria Prefeitura de Belém. A Sesma passou a fazer as licitações. A servidora Sonia Helena de Araújo Pena relata, também em depoimento ao MPF, que logo na primeira semana de sua gestão, Ferreira determinou a desativação do setor de controle interno. Ele e Pimentel criaram um núcleo de licitações e contratos. Sonia Araújo trabalhava no setor de contratos e convênios, mas passou a fazer parte do núcleo de licitações e contratos.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
243 médicos já foram denunciados no Pará em 2010
Denúncias vão desde dificuldade de relação com pacientes a maus resultados de tratamentos
No mês passado, uma reportagem exibida em um programa jornalístico nacional revelou clínicas clandestinas de aborto em Belém. O escândalo envolvendo dois médicos conhecidos “manchou” a imagem da Medicina no Pará. Apesar dos fatos terem sido descobertos, os médicos José Chiapetta e Fernando Guarany continuam exercendo normalmente suas atividades.De janeiro a 14 de setembro deste ano, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM-PA) recebeu 243 denúncias envolvendo atividade médica, incluindo desde dificuldades na relação médico-paciente até um mau resultado em um tratamento, seja clínico, seja cirúrgico. Desse total, 240 resultaram em sindicâncias. Mesmo assim, até hoje, nenhum médico foi cassado no Pará. Segundo o CRM/PA, somente neste ano, 43 médicos foram julgados, 21 foram absolvidos, três tiveram como penalidade a advertência, oito foram censurados confidencialmente, 10 sofreram censura pública e um médico foi suspenso do exercício profissional por até 30 dias.A presidente do CRM/PA, Fátima Couceiro, explica que a função do Conselho é zelar pelo bom cumprimento da Medicina. Segundo ela, quando um Conselho pune, o faz com convicção e após esgotadas todas as instâncias legais, propiciando ao denunciado o legítimo direito de defesa. “A pena é um ato educativo e que visa prevenir a repetição de ações que refletem negligência, imprudência ou imperícia, ou, até mesmo, desrespeito ou discriminação aos pacientes e familiares”.Ainda de acordo com ela, quando se fala em cassação do exercício profissional, fala-se em perpetuar uma decisão que visa proteger a sociedade e o próprio apenado para que não incorra em outro ou outros atos lesivos. “Tal decisão precisa ser inequívoca, respaldada por todos os instrumentos legais, em especial na observância do que preceitua a Constituição Federal, sob risco de vir a ser reformada (a decisão) na esfera da Justiça comum”.Em relação aos médicos José de Nazaré Chiapetta e Fernando Auad Guarany, o CRM informou que o processo de ambos corre em sigilo. Segundo Couceiro, esse procedimento é adotado para todos os médicos denunciados ao CRM-PA. “Todas as sindicâncias e processos possuem ritos a serem cumpridos, por isso existem prazos para defesa, acusação, oitivas de testemunhas, alegações e recursos”, finalizou. (Diário do Pará)
NÚMEROS: 243 denúncias recebidas este ano no CRM/PANo mês passado, uma reportagem exibida em um programa jornalístico nacional revelou clínicas clandestinas de aborto em Belém. O escândalo envolvendo dois médicos conhecidos “manchou” a imagem da Medicina no Pará. Apesar dos fatos terem sido descobertos, os médicos José Chiapetta e Fernando Guarany continuam exercendo normalmente suas atividades.De janeiro a 14 de setembro deste ano, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM-PA) recebeu 243 denúncias envolvendo atividade médica, incluindo desde dificuldades na relação médico-paciente até um mau resultado em um tratamento, seja clínico, seja cirúrgico. Desse total, 240 resultaram em sindicâncias. Mesmo assim, até hoje, nenhum médico foi cassado no Pará. Segundo o CRM/PA, somente neste ano, 43 médicos foram julgados, 21 foram absolvidos, três tiveram como penalidade a advertência, oito foram censurados confidencialmente, 10 sofreram censura pública e um médico foi suspenso do exercício profissional por até 30 dias.A presidente do CRM/PA, Fátima Couceiro, explica que a função do Conselho é zelar pelo bom cumprimento da Medicina. Segundo ela, quando um Conselho pune, o faz com convicção e após esgotadas todas as instâncias legais, propiciando ao denunciado o legítimo direito de defesa. “A pena é um ato educativo e que visa prevenir a repetição de ações que refletem negligência, imprudência ou imperícia, ou, até mesmo, desrespeito ou discriminação aos pacientes e familiares”.Ainda de acordo com ela, quando se fala em cassação do exercício profissional, fala-se em perpetuar uma decisão que visa proteger a sociedade e o próprio apenado para que não incorra em outro ou outros atos lesivos. “Tal decisão precisa ser inequívoca, respaldada por todos os instrumentos legais, em especial na observância do que preceitua a Constituição Federal, sob risco de vir a ser reformada (a decisão) na esfera da Justiça comum”.Em relação aos médicos José de Nazaré Chiapetta e Fernando Auad Guarany, o CRM informou que o processo de ambos corre em sigilo. Segundo Couceiro, esse procedimento é adotado para todos os médicos denunciados ao CRM-PA. “Todas as sindicâncias e processos possuem ritos a serem cumpridos, por isso existem prazos para defesa, acusação, oitivas de testemunhas, alegações e recursos”, finalizou. (Diário do Pará)
240 sindicâncias abertas
223 sindicâncias julgadas
187 arquivadas
43 médicos julgados
21 cassado
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